Conselhos que o ajudam a resolver conflitos entre vizinhos

Personalidades, hábitos e rotinas diferentes geram, por vezes, conflitos entre vizinhos que acabam por agravar de tal forma que só se resolvem com recurso aos tribunais. Mas o que é certo que a maioria desses conflitos é perfeitamente evitável, basta seguir os conselhos que apresentamos neste artigo.

Se um dos seus vizinhos não cumpre as regras básicas a que está obrigado, comece por avaliar os factos e calcular o prejuízo e impacto que esse incumprimento pode vir a ter no seu quotidiano.

Caso conclua serem de menor importância, não se chateie. Se, pelo contrário, considerar ser necessário reparar os danos causados, tente primeiramente uma abordagem cordial, sensibilizadora e explicativa junto do vizinho infrator. No fundo, é recomendável que mantenha uma postura diplomática.

Sete conselhos, sete

São sete os conselhos que temos para si, em caso de algum vizinho o incomodar com ruído, sujidade, infiltração ou outros fatores. 

Mantenha a calma

Coabitar com os costumes de várias pessoas que nos são estranhas não é uma tarefa fácil. Por isso, manter a paciência e a calma em situações de conflito é essencial, especialmente antes de abordar o vizinho infrator. Só através da razão conseguirá ter hipóteses de evitar um processo judicial.

Calcule o valor do dano

É mais fácil levar o vizinho a identificar-se com o seu problema se o conseguir quantificar. Por isso, calcule o valor do dono que a infração do vizinho lhe está a causar. Não tem necessariamente de ser um valor monetário. Podem ser, por exemplo, horas de sono perdidas, em caso de ruído noturno. Muitas vezes, a infração resulta da falta de atenção, noção ou até de desconhecimento da lei.

Avalie se vale a pena o confronto

Às vezes, a melhor opção é ignorar ou evitar o confronto. Por isso, avalie se o problema em questão vale a pena todo o tempo, paciência e dinheiro que irá despender para o resolver.

Reúna meios de prova

Antes de advertir o seu vizinho, reúna provas do que está a alegar. Estas são essenciais quer numa negociação direta, para mostrar o incómodo que está a causar, quer num eventual processo judicial. As provas podem ser fotos, em casos, por exemplo, de infiltrações, danos à propriedade, entre outros. Em caso de perturbação do descanso, podem ser vídeos ou áudio. Também pode arranjar testemunhas, de preferência sem relação de parentesco com os envolvidos; e documentos, como e-mails ou cartas de advertência. 

Identifique quem é realmente responsável pelo problema

No caso de uma infiltração, por exemplo, se a casa do vizinho estiver arrendada, não adianta negociar ou advertir o inquilino. Há que falar diretamente com o proprietário.

Arranje possíveis soluções para o conflito

Quando se dirigir à pessoa responsável pelo problema, sugira duas ou três soluções e mostre-se disponível para negociar e ouvir as sugestões do seu vizinho. 

Formalize um acordo

Caso o prejuízo seja elevado ou se trate de uma situação recorrente, tente chegar a um acordo e que este fique por escrito, assinado por ambas as partes. Com o acordo formalizado, tem alguma garantia de que será cumprido.

Estes conselhos irão, com certeza, ajudá-lo a lidar com eventuais conflitos com os seus vizinhos. No entanto, na eventualidade de o bom-senso não prevalecer, é recomendável recorrer a um julgado de paz ou a um processo de arbitragem.